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13/09/18 às 15:35

Mercado imobiliário do Rio de Janeiro enfrenta desafios para se recuperar

Crise econômica e política são os principais problemas

Débora Ramos

AguaBoaNews

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Mercado imobiliário do Rio de Janeiro enfrenta desafios para se recuperar

Foto: Divulgação

As imobiliárias fluminenses enfrentam alguns desafios para superar a forte crise econômica e política que assolou a região nos últimos anos. Mas, a passos lentos, o setor começa a se recuperar. No segmento residencial, o estoque de imóveis sem dono, que antes era de  64.420 unidades, no primeiro semestre de 2017, em junho caiu para 20.812.

Quando o assunto são imóveis comerciais, a tendência se inverte. A taxa de imóveis comerciais vazios passou de 36,6%, em dezembro do ano passado, para 41,7% em junho de 2018. A expectativa do mercado, no entanto, é de que esse cenário melhore até o final do ano. Os dados são da Ademi-Rio.

Desde janeiro de 2017, o preço médio dos imóveis vem caindo no Rio de Janeiro e já acumulou uma queda de 3,8%. O aluguel também viu uma retração de 8% nos últimos 12 meses, de acordo com o Index Rio de Janeiro. Esse efeito se justifica pela crise econômica, que ainda não foi totalmente superada.

 Apesar disso, o preço do metro quadrado carioca continua sendo o mais caro de todo o país: R$ 9.719. O valor da locação é de R$ 31,26/m², só perdendo para  a cidade de São Paulo. A Zona Sul é a mais cara, com um valor médio do metro quadrado de cerca de R$ 13.591. No Leblon, é necessário desembolsar R$ 21.835/m² ou R$ 3.781 por um apartamento de 65 m², caso opte pelo aluguel.

 A queda nos preços é positiva para quem deseja adquirir um novo imóvel e um ponto negativo para o mercado imobiliário. Não só por causa dos preços, e sim devido à baixa demanda impulsionada pela crise econômica. A ampliação da oferta de crédito e menores juros para financiamentos são algumas das medidas adotadas pelo sistema financeiro para aquecer o mercado.

 Na perspectiva mais otimista, o setor terminará o ano de 2018 com resultados estáveis. Uma melhora nesse cenário só aconteceria a partir de 2019. Para reduzir a alta oferta, as incorporadoras apostam em estratégias agressivas, como descontos progressivos e até mobília por conta da empresa, a fim de conseguir uma maior demanda.
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