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18/06/18 às 18:25 / Atualizada: 18/06/18 às 18:36

Região do Araguaia - Senador Medeiros reclama de burocracia de órgãos ambiental para liberação de obras de rodovia

Assessoria

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Região do Araguaia - Senador Medeiros reclama de burocracia de órgãos ambiental para liberação de obras de rodovia

Foto: Roque de Sá/Agência Senado

O senador José Medeiros (Pode-MT) destacou, em plenário nesta segunda-feira (18.06), que esteve na região do Araguaia, em Mato Grosso, e ouviu reclamações da população sobre a burocracia dos órgãos ambientais e de proteção aos índios para a liberação de obras em rodovias. “Passei pelos Municípios de Porto Alegre do Norte, Canabrava, Querência, Canarana, Água Boa, Nova Xavantina, São José do Xingu. Em todos os lugares por onde passei, a grita era a mesma, o pedido é um só: as pessoas precisam de estradas”, declarou. 

Segundo Medeiros, a cada projeto de rodovia, especialistas do Ibama e da Funai, que não conhecem a região, impõem dificuldades, como a exigência de estudos de impacto que servem apenas para atrasar as obras e dificultar a vida dos produtores rurais do estado. “Eu sinto que parece que há uma vontade imensa de achar uma perereca diferente, um pássaro exótico, uma caixa de abelha para emperrar tudo. E, com isso, Mato Grosso fica para as calendas”, afirmou.
 
José Medeiros citou o caso da obra da BR-242, que teve o estudo de impacto ambiental custeado pelos agricultores devido à falta de verba do Departamento de Infraestrutura em Transportes (DNIT). “O estudo, feito pelo órgão estadual do meio ambiente, ficou pronto, mas o Ministério Público exigiu que o documento fosse elaborado pelo Ibama. A Justiça validou o estudo, mas o Ibama, que até então não havia se manifestado, entrou no processo, exigindo a sua participação. Ao final, como o trâmite demorou muito, o Ibama exigiu que tudo fosse refeito”, lamentou.
 
Constituição – Medeiros destacou ainda os entraves com as obras da BR-080. “Recentemente, era para sair um projeto para a BR-080. Desceu boa parte da estrutura da Funai para lá. Um índio se levantou e disse: ‘Não, não vou aceitar esse projeto aí não. Nós vamos estudar o projeto primeiro e, depois, daqui a 30 dias, nós vamos ver.’ Ora, se há todo esse trâmite, por que é que não viram com esse índio antes? Aí, me falaram que esse índio teve um cargo na Funai, voltou para a tribo e não deram mais a ‘cacicagem’ para ele, e ele está querendo se firmar politicamente. Tem cabimento um país deste tamanho ficar à mercê desse tipo de coisa pequena? Nós temos que ter todo o respeito aos índios, mas precisamos, acima de tudo, respeitar a Constituição e a lógica das coisas”, disse.
 
Em sua fala, o senador lembrou que Mato Grosso é um grande celeiro, mas não recebe a contrapartida necessária do governo. “Nós somos os maiores produtores de soja, milho, algodão e tudo que é grão. E, infelizmente, quanto às estradas de Mato Grosso, apenas 20% delas estão pavimentadas. Outras delas, que já eram para estar pavimentadas, estão emperradas nos gargalos aqui em Brasília, nas gavetas, ora do Ibama, ora da Funai”, criticou.

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