Notícias / Meio Ambiente

16/06/18 às 16:32

A “violência estrutural” é tema de reflexão no Seminário de abertura da Mostra Socioambiental do Araguaia

Liebe Lima/AXA

AguaBoaNews

Imprimir Enviar para um amigo
A “violência estrutural” é tema de reflexão no Seminário de abertura da Mostra Socioambiental do Araguaia

Foto: Liebe Lima/AXA

Neste 15 de junho a VI Mostra Socioambiental de São Félix do Araguaia, realizou sua abertura em um seminário que trouxe o tema “Araguaia Rios Vivos”. Na presença de agricultores, indígenas e da comunidade regional, falaram o Engenheiro Agrônomo Sebastião Pinheiro, do Núcleo de Economia Alternativa (NEA) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Lola Campos Rebollar da Articulação Xingu Araguaia (AXA), Marco Antônio Gallo e Padre Alex, ambos da Prelazia de São Félix do Araguaia.

Ana Lúcia Silva Sousa da Associação de Educação e Assistência Social Nossa Senhora da Assunção (ANSA), instituição que organiza o evento, expressa o cuidado que a organização tem ao planejar, para que a Mostra seja, não só uma grande festa, mas também um espaço para reflexão e diálogo participativo, sobre os temas que impactam diretamente as atividades produtivas da agricultura familiar, dos povos indígenas e do bem viver, com o objetivo de promover práticas baseadas no princípio da sustentabilidade.

Mesa do seminário de abertura da VI Mostra Socioambiental do Araguaia – Foto: Liebe Lima/AXA
 
As informações compartilhadas por Sebastião Pinheiro em sua apresentação, repercutiu na seriedade da plateia que ouvia atenta sobre a perspectiva histórica do consumo de agrotóxicos no mundo, destacando como o Brasil se tornou o maior consumidor do planeta e quais interesses esta indústria mortífera contempla. Tais reflexões, aprofundaram o conhecimento sobre os impactos e consequências na saúde da população pelo uso indiscriminado destas substâncias.

Além disso, observamos as ilustrações de como a ciência se apropria do conhecimento da medicina e agricultura tradicional, invisibilizando os sujeitos detentores destes saberes, para então, acionar a máquina que nos transforma em massa de consumo, perpetuando assim, o ciclo de concentração de riquezas e desigualdade social.

Desde este contexto denominado por ele de “violência estrutural” que Sebastião Pinheiro deixa para a plateia a seguinte pergunta:

Uma sociedade em que os pobres são obrigados a comer alimentos envenenados e somente os ricos podem pagar por alimentos saudáveis é democrática? É fraterna?
Imprimir Enviar para um amigo

comentar  Nenhum comentário

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Agua Boa News. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Agua Boa News poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

 
 

veja maisArtigos

Telma Cenira Couto da Silva

As mulheres da minha vida

Thomires era o nome da minha avó paterna.  Descendente de franceses, tinha a pele muito alva e os olhos azuis claros, que lembravam o mar. O louro esbranquiçado do seu cabelo remetia-me aos das minhas bonecas. Adorava admirar o...

 
 
 
 
Sitevip Internet