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24/04/18 às 13:32 / Atualizada: 24/04/18 às 13:44

6 propagandas inesquecíveis produzidas para Mundiais de futebol

Nike, adidas, Coca-Cola e Pepsi inovaram nas produções publicitárias para os torneios ao longo da história - algumas delas ficaram marcadas para sempre

Débora Ramos

AguaBoaNews

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6 propagandas inesquecíveis produzidas para Mundiais de futebol

Foto: Divulgação

Faltam apenas três meses para a 21ª primeira Copa do Mundo da história, disputada na Rússia entre junho e julho. A festa que acompanha o maior torneio do mundo é protagonizada não apenas pelas seleções classificadas, pelos estádios lotados e pelas transmissões de TV, mas também pelas propagandas que as principais patrocinadoras costumam produzir para promover seus produtos e, claro, as partidas entre os países.
 
Nas últimas duas décadas, a gigante estadunidense de materiais esportivos Nike mostrou tremenda criatividade ao apresentar sua marca por meio de campanhas de alto nível de produção envolvendo jogadores famosos de cada época, o que a ajudou a capitalizar a ideia, mas não evitou que fosse seguida por seus rivais. Nos últimos anos, outras empresas também investiram pesado em campanhas visando lucros com o torneio.
 
Peças publicitárias relacionadas aos Mundiais de futebol ficaram marcadas para sempre nas gerações que as acompanharam. Para o público latino-americano, as produções são um deleite, já que sempre contaram com um jogador que, nas respectivas épocas, estavam entre os melhores do planeta, como pode ser visto na lista que preparamos a seguir.
 
Drink Coke - Copa de 1982, na Espanha

A Coca-Cola é uma parceira de longa data da FIFA e, dessa forma, produz anúncios regulares em todos os grandes eventos da federação internacional. Como a Copa é o principal deles, é a época em que a empresa de bebidas estadunidense coloca todos seus esforços em promover uma campanha marcante. Foi o caso de 1982, quando chamou o atacante argentino Diego Armando Maradona, então no Barcelona (ESP), para ajudar a aumentar o interesse do público mundial pelo evento.
 
Então com 21 anos, recém-contratado pelo clube espanhol, Maradona aparece deixando o campo, descendo o túnel em direção aos vestiários, visivelmente cansado e com a camiseta pendurada sobre os ombros. Ele é seguido silenciosamente por um jovem garoto que lhe pergunta: "Diego, posso te ajudar"?
 
A lenda argentina declina da oferta, mas o menino insiste. "Eu acredito em você. Para mim, você é o melhor". Então, ele dá a Maradona uma garrafa da famosa bebida. "Você quer uma Coca-Cola?", segue questionando o rapaz. "Beba". Após obedecer a "ordem" do garoto e esvaziar a garrafa, o jogador a devolve junto com a camiseta que ele havia usado no jogo.
 
Naquela edição da Copa, infelizmente, a Argentina cairia na Segunda Fase, perdendo os jogos para o Brasil (3 a 1) e para a Itália (2 a 1), que se sagraria campeã.
 
Airport Football - Copa de 1998, na França

Na metade dos anos 1990, a Nike aumentou o nível das produções publicitárias de futebol com a campanha chamada "Good versus Evil", estreada em 1996, em que as estrelas da época apareciam jogando uma partida no inferno. Para a Copa organizada dois anos depois, na França, a empresa usou sua principal parceira - a Seleção Brasileira - para produzir um comercial icônico.
 
À época, o Brasil já era o país com o maior número de títulos e lançava talentos como o atacante Ronaldo, Roberto Carlos e Romário, chegando ao país europeu como franco favorito para conquistar novamente o grande torneio esportivo mundial. Além do mais, era o primeiro ano que o selecionado canarinho iria disputar uma Copa com seu uniforme fornecido pela Nike - em 1994, a CBF tinha contrato com a Umbro.
 
Na propaganda, os jogadores da Seleção aparecem entediados após um atraso no voo para a França, e decidem matar o tempo jogando uma partida improvisada no saguão do aeroporto. O duelo começa quando Ronaldo tira uma bola da mala e chuta para os companheiros, que iniciam uma corrida intensa pelo seu domínio. Em dado momento, o “jogo” acaba chegando na pista do aeroporto, em meio ao tráfego de aviões - tudo ao som da versão de Sérgio Mendes para o clássico "Mas que Nada".
 
Apesar da presença majoritária de brasileiros, o francês Eric Cantona faz uma pequena aparição no vídeo. Meses depois, a seleção do seu país venceria aqueles mesmos talentos do Brasil por 3 a 0, no Stade de France, em Paris, e levariam a primeira Copa de sua história.
 
Footballitis - Copa de 2002, na Coreia e no Japão

Como a Nike já havia cavado um espaço grande nos anúncios de futebol, sua rival alemã, a adidas, também se implicou na produção de peças publicitárias para tentar se manter próxima à concorrente. A famosa marca convocou as principais estrelas com as quais mantinha contratos na época - David Beckham, Zinedine Zidane e Alessandro Del Piero - para produzir um vídeo de humor que promoveria o Mundial do Japão e da Coreia do Sul.
 
A propaganda, batizada de Footballitis, mostra uma imagem aérea de um fantasioso "Instituto de Estudos de Footballitis", onde um grupo de especialistas analisam e descrevem a "aflição" que uma série de pessoas - e mesmo cachorros  - possuem em jogar futebol incontrolavelmente mesmo sem bola. "É um sintoma difícil de entender. Nós aprendemos um pouco a cada dia", explica um personagem, que alega não existir cura para a condição.
 
Nomes como o argentino Pablo Aimar, o francês Fabien Barthez e até o árbitro italiano Pierluigi Collina, que apitaria a final daquele Mundial, aparecem na peça, que também apresentou ao mundo a bola daquela Copa - chamada de Fevernova.
 
All-stars Vs. Sumos - Copa de 2002, no Japão e na Coreia

A Copa de 2002 significou o auge da produção de anúncios publicitários para um evento esportivo a nível mundial. Com a rápida interligação dos meios de comunicação que ocorreu entre o Mundial de 1998, na França, e aquele na Ásia, mais pessoas ao redor do planeta passou a ter acesso às propagandas. Não à toa, meses antes da bola rolar no Japão e na Coreia outra gigante de bebidas entrou no páreo para brigar contra sua principal rival: a Pepsi.
 
A empresa estadunidense produziu uma peça publicitária que fundia um pedaço da cultura japonesa com alguns dos nomes mais famosos do futebol à época: um time estrelado pelo espanhol Raúl, pelo inglês David Beckham, pelo português Rui Costa, pelo holandês Edgar Davids, pelo argentino Sebastián Verón e pelo brasileiro Roberto Carlos. Todos eram postos em uma partida contra um grupo de lutadores de sumô cujo prêmio final era... uma lata de Pepsi.
 
No jogo fictício, as estrelas futebolísticas não conseguem romper o cerco da "defesa" japonesa e, surpreendentemente, perdem a partida após o goleiro italiano Buffon não conseguir agarrar um chute de bicicleta de um adversário que, durante a queda, estremece o campo.
 
Oktober Fest - Copa de 2006, na Alemanha

Após o sucesso do anúncio na Copa de 2002, a Pepsi aplicou a mesma fórmula para o Mundial da Alemanha, em 2006. No vídeo, Beckham, Raúl e Roberto Carlos - remanescentes daquela partida contra os lutadores de sumô - recebem a ajuda do inglês Frank Lampard, do francês Thierry Henry e do brasileiro Ronaldinho, à época o melhor jogador de futebol do mundo e recém-campeão da Champions League com o Barcelona (ESP), para uma partida contra um grupo de alemães da Baviera
 
Enquanto Lampard chega a ensaiar alguns passos de uma dança tradicional da Baviera, Ronaldinho e Roberto Carlos aparecem paquerando algumas das alemãs que distribuem cervejas ao público. Os dois, aliás,  parecem se divertir de verdade com o roteiro da propaganda. De qualquer forma, o resultado é o mesmo: uma improvável derrota das estrelas para o time local, que “invade” a área rival dançando e sem deixar a bola cair.
 
"Os comerciais da Pepsi permitiram que atletas que 'pertenciam' às gigantes de produtos esportivos, Nike e adidas, encenassem juntos", comenta o publicitário André Rodrigues, que atua no setor esportivo brasileiro.
 
Write the Future - Copa de 2010, na África do Sul

No final dos anos 2000, a Nike se firmou no topo das peças publicitárias quando lançou a propaganda para a Copa de 2010, na África do Sul, sucesso total de crítica das agências mundiais e de público. Nota-se também a mudança nas estrelas do futebol global entre um Mundial e outro: saiam Roberto Carlos, Lampard e Henry e entravam o inglês Wayne Rooney, o francês Franck Ribéry e o português Cristiano Ronaldo.
 
A peça trazia a ideia de que "cada um escreve seu futuro" e mostrava os jogadores imaginando diferentes cenários que poderiam acontecer dependendo do sucesso ou do fracasso de uma simples jogada. O inglês, por exemplo, aparecia fora de forma e com uma barba gigante saindo de um trailer abandonado após errar um passe contra a França de Ribéry. Desesperado, busca recuperar a bola e, quando consegue, a imagem que lhe vem à cabeça é uma coroação da rainha Elizabeth.
 
Jogadores como o marfinense Didier Drogba, o italiano Fabio Cannavaro e o brasileiro Ronaldinho também aparecem no vídeo, embora - pela primeira na história - lendas de outros esportes também fizessem uma "boquinha", como o tenista Roger Federer e o jogador de basquete estadunidense Kobe Bryant. O ator mexicano Gael García Bernal e até mesmo Homer Simpson foram outras aparições inéditas.
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