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08/09/15 às 11:52

Produção de leite está em decadência por desestímulo em Mato Grosso

Viviane Petroli

Agro Olhar

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Produção de leite está em decadência por desestímulo em Mato Grosso

Foto: Rafael Manzutti

A produção de leite em Mato Grosso está em decadência em Mato Grosso devido à falta de estímulo. O baixo preço pago pelo litro do leite é o principal fator apontado por produtores. Em junho o preço médio pago ao produtor era de R$ 0,809 centavos, abaixo dos R$ 0,831 pagos em 2014 pela captação daquele mês.

A cadeia produtiva de Mato Grosso, segundo especialistas da área, passa por uma situação delicada, visto o segmento estar passando pelo período da entressafra. “Há dificuldade, hoje, na produção de leite dada a seca que o estado atravessa neste momento, além disso, o valor pago pelo litro não está remunerando o produtor, diante todos os gastos que ele tem para conseguir produzir”, comenta o gestor executivo da Associação dos Produtores de Leite de Mato Grosso (Aproleite) Carlos Augusto Zanata.

De acordo com o produtor em Dom Aquino, Valdecio Rezende Fernandes, quem está na atividade ainda é em decorrência o investimento já realizado e pela agricultura de subsistência.

“A produção está em decadência no estado por desestímulo. O preço está baixo. O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) liberou recursos, porém não deu infraestrutura. O produtor adquiriu vaca, mas não teve capacitação”, comenta o produtor de Dom Aquino.

Outro fator que impacta a cadeia produtiva do leite é o consumo “frio”, ou seja, em baixa.

Em Mato Grosso cerca de 51% dos produtores de leite produzem até 50 litros/dia, ou seja, são produtores da agricultura familiar.

A produção no estado é de aproximadamente 780 milhões de litros de leite ao ano, entorno de 2 milhões de litros por dia. No ranking nacional Mato Grosso é o oitavo maior produtor.

De acordo com o gestor executivo da Aproleite, Carlos Augusto Zanata, o custo de produção varia conforme a propriedade, uma vez que na agricultura familiar não há mão de obra contratada e na pecuária intensiva se tem contratações e investimentos em tecnologia.

“Mas, o preço médio, se você for contar a depreciação de equipamento, pelo menos R$ 0,85 centavos é um número que temos de custo e é isso o que estamos recebendo pelo leite. Hoje, está empatando (custo de produção e valor recebido) ou pagando para produzir. Conduto, na situação de seca que estamos é algo momentâneo”, declara Zanata.

Entraves

A nutrição animal é um dos entraves da cadeia produtiva do leite, seguida da logística e energia, em Mato Grosso. “Para aumentar a produção é preciso investir em assistência técnica, tecnologia e principalmente nutrição animal, pois é o nosso gargalo de produção esta época do ano”, frisa o gestor da Aproleite.
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