Notícias / Agricultura

12/02/18 às 22:33

Produtores de soja do Mato Grosso sofrem para escoar a safra

Apesar da boa produtividade no campo, agricultores têm prejuízos para colocar a soja nos portos do Norte do país.

Laércio RomãoSinop, MT

Edição AguaBoaNews, Clodoeste Pereira 'Kassu'

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Produtores de soja do Mato Grosso sofrem para escoar a safra

Foto: Globo Rural

João Carlos transporta grãos. Ele voltou recentemente do Pará e registrou em vídeo as condições da rodovia BR-163. São quase 1000 quilômetros entre Sinop e Itaituba, onde está instalado o Porto de Miritiba.

Um dos motivos para o atraso no trabalho dos caminhoneiros é a infraestrutura precária da rodovia por causa da temporada de chuvas. Caminhões e carretas não conseguem vencer um trecho de 65 km perto de Novo Progresso; a região é conhecida como Serra do Sabão.

A previsão é que 11 milhões de toneladas de grãos, entre milho e soja, saiam de Mato Grosso para o porto esse ano. Com os problemas na estrada, as empresas que organizam os fretes nos municípios do Norte e médio-norte calculam as perdas diárias em plena colheita da soja.
 
"Nós temos em geral um prejuízo para todos os transportadores de no mínimo R$ 9 milhões por dia de faturamento, que seria a média hoje do transporte dentro do médio-norte mato-grossense", diz Jeison Tanchella, gerente de transportadora.

Mesmo assim, Miritituba continua sendo a melhor opção para o escoamento quando comparada com os portos do Sul e Sudeste. "Nós damos inicio este ano com a logística do frete em torno de R$ 220, saindo de Sinop para o porto de Miritituba. Hoje, para Santos estamos falando em algo em torno de R$ 330, R$ 350 por tonelada", conclui Tanchella.

A lentidão no transporte também se relfete no campo. Os grãos vão ficando armazenados por mais tempo e os agricultores que ainda vão colher boa parte da soja temem que falte de espaço nos armazéns para a soja.

O agricultor Leonildo Barei cultivou 750 hectares de soja, em Sinop, e mesmo antes de terminar a colheita já percebeu que o preço do frete aumentou bastante. Ele vende a safra para uma empresa que leva em conta os custos de transporte na hora de definir o preço pago ao agricultor.

"O frete saiu de R$ 160 que custava até poucos dias para R$ 240. Isso dá um custo de R$ 4 a mais por saca para levar para cima. Esse dinheiro a mais é do produtor rural", diz Leonildo Barei.

Ver vídeo da reportagem AQUI

 
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