Notícias / Agronegócios

17/11/17 às 22:33 / Atualizada: 17/11/17 às 22:39

Intercorte debate os altos e baixos da pecuária neste ano

Pecuaristas, empresários e técnicos participaram de palestras e debates

Sebastião Nascimento, Globo Rural

AguaBoaNews

Imprimir Enviar para um amigo
Intercorte debate os altos e baixos da pecuária neste ano

Evento termina hoje em São Paulo

Foto: Reprodução/TV Globo

Está movimentada a Intercorte 2017, que termina hoje em São Paulo. Palestras e debates concentraram a atenção de pecuaristas, empresários e técnicos num ano atípico para o setor, que conviveu com Operação Carne Fraca, delação dos irmãos Batista, preço baixo e depois recuperação da arroba, consumo interno caindo e exportações subindo.

Leia o que disse Luciano Vacari, diretor- executivo da Acrimat de Mato Groso, Estado que concentra o maior rebanho bovino do Brasil: “Foi um ano de provação para a pecuária. Tivemos inúmeros desafios e saímos ilesos. A credibilidade brasileira foi colocada em xeque e, apesar de tudo, as exportações do país bateram recorde.  Sem dúvida, 2017 vai entrar para a história da pecuária.”

Gostei muito de encontrar e conversar na Intercorte com o Maurício Tonhá, da Estância Bahia Leilões, de Mato Grosso, empresa que mais negocia reses de corte – foram 300 mil neste ano. Ele disse que foi um “ano duro”. A Estância Bahia vendeu um grande número de animais, mas a fatura ficou abaixo das expectativas. “Clima adverso e problemas como a Carne Fraca, delação, questão do Funrural, espalharam incertezas. Bezerros que eram vendidos a R$ 1.100/R$ 1.200 saíram por R$ 900.”

Segundo ele, houve uma “hibernação” da economia e os valores do gado refluíram em relação a anos anteriores. Mesmo assim, a empresa realizou 150 leilões. Tonhá, que tem 55 anos de idade, acredita que haverá recuperação em 2018. É que o preço da arroba melhorou, o consumo interno deverá crescer e as exportações de carne também. “A economia está em reação apesar do cenário politico conturbado”, diz.

Notícia boa foi passada pelo Bruno Andrade, executivo da Assocon, que representa os confinadores de gado. O número de animais confinados deverá subir 5% neste ano, indo a 3,2 milhões de cabeças. Motivos: recuperação do preço da arroba no segundo semestre do ano e baixo custo da alimentação do gado, principalmente do milho. Havia previsão de ligeira queda no confinamento neste ano. A Assocon tem 1.400 unidades de confinamento espalhadas pelo Brasil.

Destaque ainda na Intercorte 2017 foi o número de empresas que montaram estandes e expuseram seus produtos: 40.
Imprimir Enviar para um amigo

comentar  Nenhum comentário

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Agua Boa News. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Agua Boa News poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

 
 

veja maisArtigos

José Sarney

São Luís em Dezembro

O sinos do Natal já podem ser ouvidos nos seus sons distantes Quando eu era menino e começava, em São Bento, a descobrir o mundo com suas belezas, a primeira coisa que me encantava era o campo verde, lindo tapete de capins:...

 
 
 
 
Sitevip Internet