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03/11/17 às 09:45

Educação profissional deixa Brasil bem colocado em competição mundial

Cinco competidores de Mato Grosso subiram ao pódio e trouxeram medalhas para o País

Jalila Arabi

AguaBoaNews

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Educação profissional deixa Brasil bem colocado em competição mundial

Foto: Divulgação

Mato Grosso esteve bem representado na maior competição de profissões técnicas do mundo, em outubro deste ano. A WorldSkills recebeu mais de 60 países em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e deixou o Brasil na segunda colocação geral do ranking. Cinco jovens representaram o estado. Um deles foi Matheus Morais dos Santos, de 21 anos.

O jovem técnico em edificações treinou duro por muitos anos, levantando antes das seis da manhã e indo dormir às duas da madrugada. Isso porque além do treino pesado para a competição, Matheus também ajudava na fabricação de salgados que o pai vende no trabalho. Todo o esforço foi compensado depois que Matheus e o companheiro de trabalho trouxeram medalha de bronze na categoria de construção de estruturas para concreto. “Foi uma experiência muito única, porque são pessoas de muitos lugares diferentes, culturas diferentes, a gente vai aprendendo a lidar com as pessoas. Isso vai formando seu caráter, vai te deixando mais maduro, vai te fazendo aprender a lidar mais com a vida.”

A competição trouxe para Matheus muitas experiências. Além de um currículo diferenciado, o jovem disse que vai levar aprendizado para a vida. “O que eu tirei para mim foram experiências boas que eu vivi em grupo. Aprendi a ter mais responsabilidade, pontualidade. A gente tem que cumprir com os horários, tem que ser um bom ouvinte, um bom amigo, um bom companheiro de trabalho. Lá eu mudei completamente, eu levei algumas coisas para mim que vão ficar para o resto da vida.”

O campeonato mundial recebe, a cada dois anos, diversos países para escolher os melhores nas profissões técnicas. Segundo dados do Ministério da Educação, o Brasil tem mais de um milhão e oitocentas mil matrículas na educação profissional. Até o ano passado, a região Centro-Oeste tinha 105 mil matrículas nessa modalidade. Quase 25 mil eram em Mato Grosso.

Em Mato Grosso do Sul, estado da engenheira agrônoma Tereza Cristina, o número de matriculados era de quase 24.800. Atualmente, Tereza Cristina ocupa uma cadeira na Câmara dos Deputados (PSB-MS) e defende que a educação profissional é promissora. Para ela, essa é também uma forma de inserir no mercado as mulheres, assim como ela, e dar melhores condições de trabalho. “Hoje, as mulheres ocupam um espaço muito importante no mercado de trabalho, mas ainda tem uma discriminação salarial. Não é da competência, mas geralmente querem pagar um pouco menos para as mulheres. Eu acho que isso é uma das coisas que precisa mudar.”

Em pesquisa divulgada em março deste ano por um site de empregos, as mulheres ainda ganham no Brasil menos do que os homens em todos os cargos. A diferença chega a ser de mais de 60% em cargos mais altos. Porém, dados da indústria mostram que o salário das mulheres nesse segmento chega a ser 41% mais alto do que o dos homens em algumas vagas, como técnico em construção de edifícios.
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