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26/09/17 às 11:40

Caramuru investe R$ 115 milhões na 1ª planta para produção de etanol a partir da soja

Biocombustível será processado no complexo industrial de Sorriso, no Mato Grosso

Dialum Assessoria

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Caramuru investe R$ 115 milhões na 1ª planta para produção de etanol a partir da soja

Foto: Assessoria

A Caramuru – maior empresa de processamento de grãos de capital nacional do País -- vai investir R$ 115 milhões na ampliação do complexo industrial de Sorriso, no Mato Grosso, para a produção de etanol hidratado a partir de soja e também no processamento de lecitina. A iniciativa com o biocombustível é pioneira na indústria mundial. As experiências atuais são a partir de cana-de-açúcar, milho ou beterraba.  A unidade terá capacidade anual de 6,8 milhões de litros de etanol hidratado e 3.000 toneladas de lecitina.
 
"Esse projeto é mais uma iniciativa que a Caramuru empreende para agregar valor à sua produção. Paralelamente, o investimento abre novas oportunidades de negócios para o produtor do Mato Grosso", diz César Borges de Sousa, vice-presidente da empresa.
 
O etanol hidratado, além de ser usado como combustível para veículos, na sua forma pura, é também matéria-prima industrial, largamente utilizada na fabricação de perfumes, materiais de limpeza, solventes e tintas. A lecitina de soja é aplicada em vários segmentos, como: chocolates, margarinas, sorvetes, biscoitos, pães e massas, produtos instantâneos, doces e molhos, além de ser utilizada na fabricação de produtos dietéticos, farmacêuticos e em cosméticos.
 
A ampliação do complexo industrial da Caramuru em Sorriso criará 60 novos empregos diretos e 200 indiretos para a região. Na unidade a empresa já produz: Farelo Hipro, Óleo e Proteína Concentrada de Soja (SPC), um produto com alto teor de proteína, acima de 60%, ambientalmente correto e substituto da farinha de peixe nas rações. O SPC é integralmente exportado para a Europa pela “Saída Norte”, através dos terminais da Caramuru em Itaituba, no Pará, e no Porto de Santana, no Amapá.
 
Todo o potencial da matéria-prima soja será aproveitado com alta eficiência energética na nova planta do complexo industrial, minimizando os impactos ambientais. Ao processar a soja, será produzido simultaneamente energia elétrica (cogeração), biodiesel e etanol hidratado.  O investimento na nova planta também está inserido em um processo de inovação disruptiva, permitindo a produção simultânea de SPC, Lecitina e Etanol. 
 
Finep
A Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) já liberou a primeira parcela do financiamento para a Caramuru investir nesta inovação disruptiva de processamento de soja em grãos. A primeira parte do aporte soma R$ 40 milhões, de um total de R$ 69 milhões aprovados para o financiamento de longo prazo. O restante do investimento será arcado pela empresa, por intermédio de recursos próprios e captação em bancos.
 
Sobre a Caramuru
A Caramuru é uma empresa de capital nacional, que opera no processamento de grãos (soja, milho, girassol e canola) e na produção de biodiesel. A empresa faturou R$ 4,021 bilhões em 2016 e exportou US$ 522,431 milhões. Com 2.768 funcionários, a empresa conta com cinco unidades industriais: Itumbiara, São Simão e Ipameri, em Goiás, Apucarana, no Paraná, e Sorriso, no Mato Grosso. Em 2016, a Caramuru processou 1.761.621 toneladas de soja, 232.957 toneladas de milho, e 28.240 toneladas de girassol. É destaque na logística de movimentação de produtos do “complexo soja”, com fortes investimentos no Porto de Santos, no Porto de Santana (AP), em ferrovias e nas Hidrovias Tietê-Paraná e Tapajós-Amazonas.
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