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25/06/17 às 19:24

Pesca, descanso, praia e desapego no Araguaia

Praticamente consolidada como destino de pesca esportiva, a região tem ainda atrativos para quem busca natureza e dar adeus ao estresse

Bernardo Miranda, O Tempo

Edição para ÁguaBoaNews, Clodoeste Kassu

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Pesca, descanso, praia e desapego no Araguaia

Pôr do Sol é certamente um dos momentos mais bonitos na região do Araguaia

Foto: Edmar Wellington

Serpenteando entre os Estados de Goiás, Mato Grosso e Tocantins, o rio Araguaia carrega uma imensidão de água. Mas é só quando ela começa a baixar, entre maio e outubro, que o rio revela todo seu potencial. Bancos de areia branca, antes submersos, se transformam em tranquilas praias de água doce. As áreas, antes alagadas, ressurgem com sua vegetação e abrem espaço para a visualização de uma exuberante fauna. O fim da piracema, período de desova dos peixes, dá início à temporada de pesca esportiva. Peixes nobres como pirararas, piraíba e jáu, alguns com mais de 100 kg, transformam a região em um dos lugares mais cobiçados por pescadores no Brasil.

Para desfrutar do que a região tem a oferecer, no entanto, não é preciso ser um pescador experiente, daqueles que se enfurnam em um barco e só saem de lá após a conquista do peixe com pesagem beirando os 100 kg. Sim, a região do Araguaia ainda é muito procurada por grupos de pescadores, homens. Porém, cada vez mais famílias inteiras e grupos de mulheres têm viajado para as cidades às margens do rio, seja em busca de diversão pela pesca, pelo balneário, ou só pela contemplação da beleza que parece aumentar proporcionalmente ao baixar das águas.

No Estado de Goiás, duas cidades banhadas pelo rio – Aruanã, a 314 km de Goiânia, e o povoado de Luiz Alves, pertencente ao município de São Miguel do Araguaia, a 519 km da capitalo – integram o Circuito Araguaia, idealizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de Goiás, justamente para aproveitar melhor esse potencial turístico mais amplo e criar melhores opções de hospedagem e de atividades para os turistas.

À espera da fisgada

Em ambas, os turistas encontram barqueiros experientes capazes de guiar quem nunca pescou na vida para pegar uma pirarara em menos de duas horas de pescaria. Em Aruanã, as praias também têm bons acampamentos, com direito até a conforto de ar-condicionado. É um ótimo local para um banho nas águas mornas do Araguaia.

Já em Luiz Alves, o destaque fica por conta das pousadas às quais só é possível chegar após 70 km de viagem de barco, permitindo um contato quase cru com a natureza. Jacarés nadam ao lado do barco e botos ora submergem tranquilos para respirar, ora atacam um cardume, proporcionando o espetáculo dos peixes que saltam, aos montes, para fugir do predador.

O Araguaia é lugar de pesca, mas pode ser também de descanso e de contemplação de uma natureza que dispensa o estresse e renova as energias, assim como o rio deixa as águas correrem livremente, sem apego, em uma cerimônia natural de renovação.

 
“A cidade se consolidou como um destino para a família toda. Aqui no Araguaia, a pesca é para todos”, afirma Edson das Tabocas, da Associação dos Barqueiros de Aruanã

Peixes
Muitas espécies
No rio Araguaia é encontrada uma enorme variedade de peixes. Como há interligação do curso d’água com a bacia amazônica, praticamente todas as espécies existentes nos rios do Norte do país também podem ser pescados na região do Araguaia, inclusive os de grande porte. Cardumes inteiros se movimentam pelas correntezas das águas.

Piraíba
Gigante dos rios
É o maior peixe de couro de água doce do mundo e pode pesar mais de 200 kg.

Barbado
Em grupo
Encontrar cardumes desse peixe no Araguaia é um dos desafios dos pescadores.

Pirarara
Grande e Belo
Além de chegar até 50 kg, as misturas de cores fazem desse peixe um dos mais belos.

Aruanã
Ornamental
Peixe que dá nome ao município, é muito utilizado para embelezar aquários.

Lei da Cota Zero
Preservação. Para garantir que as espécies de peixes continuem abundantes no Araguaia, não é possível levar os pescados. A lei da cota zero só permite que os peixes sejam consumidos lá, no limite máximo de 5 kg por licença. Espécies raras como a pirara são proibidas até para o consumo próprio.

Estratégia. Para os barqueiros, a lei não reduziu o número de pescadores no Araguaia; ao contrário, aumentou e tornou o turismo sustentável.

Pesca fácil e água morna em Aruanã

Localizada no encontro do rio Vermelho com o Araguaia, Aruanã (GO) talvez seja a principal cidade usada pelos goianos como balneário. As formações das praias de água doce no período da vazante são o motivo dessa atratividade. Por isso, há várias casas de veraneio no município. Porém, o local tem potencial para ser mais do que uma área de lazer estadual e atrair turistas de todo o Brasil.

A melhor forma para chegar a Aruanã indo de outros Estados é pelo aeroporto de Goiânia. De lá, segue-se numa viagem de três horas em boas estradas pavimentadas. Na cidade, ainda são poucas as opções de hospedagem. Uma delas é a pousada Eliana, onde pode-se ficar em quartos com hidromassagem e vista para o encontro dos rios Vermelho e Araguaia. Outra alternativa é hospedar-se nos acampamentos à beira das praias de água doce. Há tanto áreas de camping mais simples quanto acomodações luxuosas com ar-condicionado e todo o conforto que se teria na cidade, com vantagem adicional de se estar a poucos passos das águas mornas do Araguaia.

Outro ponto positivo em Aruanã é a facilidade logística para quem quer passar o dia pescando no rio. Há quatro portos espalhados pela orla, onde os turistas encontram os barqueiros para guiá-los pelo rio. O serviço, com aluguel do barco e almoço à beira-rio, em que o cardápio são os peixes pescados, sai a R$ 250. O barco leva até três pessoas, mas iscas, equipamento e combustível não estão inclusos. Com a experiência dos barqueiros, mesmo quem nunca pescou na vida não terá dificuldade para fisgar seus primeiros peixes. Se não tiver sorte, o passeio vale só pela paz proporcionada pela contemplação do rio.
 
Serviço
Onde ficar:
Pousada Eliana:
Diárias a partir de R$ 210 o casal. A suíte com hidromassagem e vista para o rio custa R$ 400, na baixa temporada. Rua José Eufrásio F. Lima, quadra 21, lote 01. Telefone: (62) 3376-1470


Sesi Aruanã: Com 78 apartamentos padrão luxo, parque aquático e salão de jogos, o preço da diária custa a partir de R$ 130. Avenida Altamiro Caio Pacheco, quadra 23, lotes 46 a 53. Telefone: (62) 3376-1221

Onde Comer:

Sabor e Arte:
Restaurante simples, mas com comida com gosto de caseira. Os pratos vão dos peixes típicos do Araguaia ao galopé. Os preços variam de R$ 15 a R$ 20. Rua Antônio Pinheiro Artiaga, 875.


Avivar Açaí: Na praça Couto de Magalhães, várias modalidades de cremes de açaí para se refrescar do forte calor na região.
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