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13/06/17 às 17:26 / Atualizada: 13/06/17 às 17:33

Já ouviu falar em etnoturismo? Saiba onde praticar no Brasil

Conheça algumas reservas indígenas que são abertas à visitação

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Já ouviu falar em etnoturismo? Saiba onde praticar no Brasil

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Você já ouviu falar em etnoturismo? O nome pode parecer estranho, mas nada mais é do que o turismo em terras indígenas. Para quem vive em cidades grandes cercado de prédios e carros, pode ser uma experiência e tanto conhecer a rica cultura indígena, cheia de costumes, crenças e hábitos diferentes dos nossos.

Mas é preciso ficar atento, pois não é toda reserva indígena que está aberta à visitação no Brasil. Muitos povos preferem não ter contato com pessoas de fora para preservarem seus costumes. Já outros, permitem que algumas agências especializadas e com autorização da FUNAI (Fundação Nacional do Índio), organizem passeios para os visitantes imergirem nessa cultura.

O Webventure listou alguns destinos brasileiros onde é possível praticar o etnoturismo e conhecer a magia dos povos indígenas, dá uma olhada:

 
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Xingu - Mato Grosso

O Parque Indígena do Xingu é uma das áreas indígenas mais conhecidas no mundo todo. O local fica ao norte do Mato Grosso e ocupa uma área com cerca de 30 mil quilômetros quadrados. Lá, é possível conhecer várias etnias diferentes, como a Trumai e a Wauja.

Algumas agências locais de turismo montam roteiro completo para os visitantes com até três dias. Nesse período os visitantes podem assistir a danças e rituais, ouvir histórias e lendas indígenas, e participar do dia a dia da comunidade.

Porto Seguro – Bahia

A cidade é um marco do contato entre portugueses e indígenas no Brasil e um dos melhores destinos para quem quer conhecer vários povos em uma região só, pois são diversas tribos diferentes concentradas em Prado, Prado, Itamaraju, Santa Cruz Cabrália e Porto Seguro.

Os locais recebem cerca de 50 mil visitantes entre os meses de dezembro e fevereiro. A recepção é feita à caráter - vestidos e pintados conforme a tribo - com danças e rituais próprios do povo. Algumas tribos permitem que os visitantes pratiquem arco e flecha, degustem a culinária típica e adquiram artesanatos confeccionados pelos próprios índios.
 
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Bertioga - São Paulo

Engana-se quem pensa que no estado de São Paulo não há destinos para etnoturismo, as tribos estão mais perto do que você imagina. A Reserva Indígena Guarani do Rio Silveira fica na divisa de Bertioga e São Sebastião, tem 948 hectares. Lá vivem cerca de 300 índios da etnia tupi-guarani.

Não há agências de turismo para essa visitação, a ponte entre o visitante e a tribo é feita pela prefeitura da cidade. Lá, o turista pode conhecer hábitos tradicionais dos tupis-guaranis, além de praticar danças e assistir palestras sobre a cultura indígena.

Manaus – Amazonas

O estado do Amazonas é o que mais concentra aldeias, algumas são completamente isoladas, enquanto outras, como a de Tupé, recebem os turistas com apresentações de dança, exposição de artesanato e até conversa com o pajé – líder da tribo.

Para chegar à tribo o visitante viaja cerca de uma hora de barco pelo Rio Negro e caminha por uma trilha na mata. A Aldeia ainda é muito bem preservada e consegue manter suas raízes indígenas.

Caraíva – Bahia

A cidade abriga tribos indígenas pataxós. A aldeia de Barra Velha fica dentro do Parque Nacional do Monte Pascoal, há cerca de 6 km de Caraíva. Os visitantes podem conhecer as tribos: Kaxandó, Aldeia Mãe de Barra Velha, Tiba e Pequi.

Nessa região, os povos indígenas têm acesso a algumas tecnologias, por isso os costumes não são tão nativos, mas ainda assim vale a visita pela cultura riquíssima que eles mantêm e o contato com a natureza e as praias lindas que cercam a aldeia.
 
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Regras para visitar aldeias no Brasil

Em 2015, a FUNAI estabeleceu novas regras para a visitação turística em terras indígenas, determinando que as agências que prestam esses serviços sejam regulamentadas pela fundação e tenham a responsabilidade de monitorar as visitas e informar às autoridades sobre a ocorrência de qualquer incidente durante o passeio, inclusive os provocados pelos próprios turistas.

Também se tornou proibido que os visitantes ingiram bebida alcoólica em terras indígenas, pesquem, caçem ou realizem atividades ligadas ao extrativismo. Além disso, o órgão também proibiu que removam qualquer material das terras indígenas, façam ou divulguem imagens sem prévia autorização ou divulguem técnicas ou conhecimentos tradicionais indígenas. Respeitando todas essas regras, a visita é super válida!
 
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