Artigos / Maria Augusta Ribeiro

28/12/16 às 10:30

Notícias falsas, Stanford e Kefera o que eles têm em comum?

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Fim de ano chegando e a  circulação de notícias falsas nas redes sociais parece não ter fim. Mas, levantar questões poderosas sobre a nossa responsabilidade ao compartilhar, isso é questão certeira. 

Quem nunca compartilhou algo que era falso na internet e descobriu depois, que atire a primeira pedra. Afinal de contas, são bilhões de conteúdos despejados por segundos em nossa timeline todos os dias.
 
Antes que alguém culpe o Facebook sobre a responsabilidade em discernir o que é real e do que é falso, saiba que as equipes de Zuckerberg, Google e cia têm se esforçado para resolver este gap. O problema é que estas ações ainda não são o suficiente.
 
A questão provocativa não é sobre a tecnologia, e sim sobre o seu comportamento. Já que somos nós que devemos estar preparados para identificar o que é falso ou verdadeiro antes de publicar.
 
A solução seria nos alfabetizar em metaliterância, que é a capacidade de dar sentido à quantidade de informação que recebemos todos os dias e distinguir o que é real do não real. Mas isso parece ser utopia em tempos onde partilhar é necessário.
 
Pesquisadores de Stanford descobriram que, quando se trata de avaliar informação que flui pelos canais digitais, somos facilmente enganados pela desinformação. E pasmem!!! A turma de 11 a 17 anos são os menos preocupados com a verdade e segurança nas redes sociais!
 
O mundo altamente conectado é carente de mecanismos editoriais e pessoas que certifiquem que não estamos compartilhando conteúdo falso e não estamos sendo enganados.
 
Ah! Antes que diga que isso pode ser tachado de censura, imagine se o Hugo Gloss, Kefera ou Xuxa, compartilhassem conteúdo fake com proposito de causar problemas? Certamente teríamos uma guerra mundial em um click.
 
Os estragos poderiam causar problemas muito além da perda de uma conta no Instagram. Poderiam causar prejuízos financeiros em negócios que dependem da internet, incentivar a violência, e ainda causar danos irreparáveis a inocentes.
 
Agora imagine se Hitler, durante a Segunda Guerra Mundial, tivesse a sua disposição a internet? Em vez de ter matado 72.000.000 pessoas, seriam infinitamente mais, e teria dizimado continentes inteiros, apenas com a propagação de sua campanha nazista.
 
Agora me responda: ainda acha que a responsabilidade pela circulação de informação falsa é do Facebook? Se for o caso, temos alguns plug-ins e sites que podem ajudar a identificar o que é fake, como o FIB e o Boatos.org.
 
Se isso não for o bastante, ainda podemos checar a informação em jornais renomados, site seguros, e fazer as famosas perguntas: Porque? Como? Onde? E quando?
 
Enquanto as redes sociais oferecem a oportunidade de todos serem ouvidos, há a desvantagem de que podemos compartilhar informação errada, imagens alteradas e notícias inverídicas, alterando radicalmente a nossa percepção da realidade.
 
Para isso é necessário que as pessoas compreendam que, por mais segura que seja a tecnologia, nada vai substituir o bom senso quando compartilhamos algo nas redes sociais. #Falei e pronto.
Maria Augusta Ribeiro

Maria Augusta Ribeiro

Maria Augusta Ribeiro é profissional da informação, especialista em Netnografia. Também é Coordenadora de Comunicação da BPW Brasil, escreve para o Belicosa.com.br e é parceira do site Água Boa News.
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