Artigos / José Luiz Tejon Megido

26/12/16 às 15:14

Um estímulo à competitividade da indústria brasileira

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A não competitividade da indústria brasileira pode se transformar no maior obstáculo para o progresso do agronegócio brasileiro. O Brasil é considerado um dos países mais fechados no mundo, um grande protetor da sua indústria.

Uma pesquisa da Heritage Foundation dos Estados Unidos, que avalia os países quanto a defesa da sua livre iniciativa, diz que estamos no 134º num ranking que congrega 186 países, ou seja, um dos piores níveis de liberdade comercial no mundo.

Nossa balança de pagamentos está hoje totalmente dependente do agronegócio e, dentre nossos maiores clientes internacionais está exatamente a China.

Em um ano como 2017, onde se prevê redução do movimento do comércio internacional, as guerras comerciais serão fortemente valorizadas nas relações entre quem compra e que também quer vender.
As políticas desastrosas industriais, mais voltadas ao curto prazo e com forte foco político eleitoreiro, como vimos nos setores automobilístico, eletroeletrônicos, gás e petróleo, nos colocaram nos últimos anos num forte viés ideológico protecionista, num mundo de fortíssima necessidade de integração global, cadeia de valor extrafronteiras, e necessidade de competitividade mundial a níveis de custos globalizados. Resumindo, condições competitivas de custos que resistam aos competidores internacionais e inovação e tecnologia comparada, positiva.

No dentro da porteira, o Brasil tem revelado ser um agente competitivo de valor. Mesmo prejudicado pelas condições tributárias e estruturais distantes dos demais competidores. Mas doravante, para vender precisaremos comprar, e um setor industrial não competitivo e protegido poderá vir a ser um dos maiores obstáculos para nos transformarmos no maior provedor mundial de alimentos, fibras e agroenergia.

Agronegócio e setor industrial brasileiro precisam progredir juntos, caso contrário, o protecionismo do Brasil se transformará num grave obstáculo para as vendas do agro nacional.

Sobre o CCAS

O Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) é uma organização da Sociedade Civil, criada em 15 de abril de 2011, com domicilio, sede e foro no município de São Paulo-SP, com o objetivo precípuo de discutir temas relacionados à sustentabilidade da agricultura e se posicionar, de maneira clara, sobre o assunto.

O CCAS é uma entidade privada, de natureza associativa, sem fins econômicos, pautando suas ações na imparcialidade, ética e transparência, sempre valorizando o conhecimento científico.

Os associados do CCAS são profissionais de diferentes formações e áreas de atuação, tanto na área pública quanto privada, que comungam o objetivo comum de pugnar pela sustentabilidade da agricultura brasileira. São profissionais que se destacam por suas atividades técnico-científicas e que se dispõem a apresentar fatos concretos, lastreados em verdades científicas, para comprovar a sustentabilidade das atividades agrícolas.

A agricultura, apesar da sua importância fundamental para o país e para cada cidadão, tem sua reputação e imagem em construção, alternando percepções positivas e negativas, não condizentes com a realidade. É preciso que professores, pesquisadores e especialistas no tema apresentem e discutam suas teses, estudos e opiniões, para melhor informação da sociedade. É importante que todo o conhecimento acumulado nas Universidades e Instituições de Pesquisa seja colocado à disposição da população, para que a realidade da agricultura, em especial seu caráter de sustentabilidade, transpareça.
Mais informações no website: http://agriculturasustentavel.org.br/.
Acompanhe também o CCAS no Facebook: http://www.facebook.com/agriculturasustentavel
José Luiz Tejon Megido

José Luiz Tejon Megido

José Luiz Tejon Megido, Conselheiro Fiscal do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS), Dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM, Comentarista da Rádio Jovem Pan.
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