Artigos / Dr. Orlando Barreto Neto

02/08/15 às 08:18

Infertilidade Conjugal

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Define-se infertilidade conjugal como a ausência de gravidez após 12 meses de relações sexuais regulares sem uso de método anticoncepcional. Este limite de tempo é importante pois, após 1 ano sem conseguir engravidar, o casal deve procurar assistência médica para uma avaliação adequada. Obviamente, existem situações nas quais este tempo deve ser menor. Por exemplo, quando a mulher tem 35 anos ou mais deve procurar ajuda após 6 meses de tentativa. Outros exemplos são naqueles casais onde há uma suspeita de alteração inicial, como presença de menstruações irregulares, Síndrome dos Ovários Policísticos, endometriose, infecção pélvica prévia, gestação ectópica anterior, laqueadura tubária ou vasectomia.

A infertilidade do casal, hoje em dia, deixou de significar a impossibilidade de ter filhos. A variedade de opções de tratamentos e os índices de sucesso registrados em publicações científicas e observados, também, na vida real, mostram como é possível realizar o sonho de ter um bebê.

A infertilidade masculina é o motivo de 30% dos casos em que os casais enfrentam dificuldade em ter filhos. As principais razões são:
  • Diminuição do número de espermatozoides, conforme o homem fica mais velho;
  • Pouca mobilidade dos espermatozoides;
  • Ausência da produção de espermatozoides;
  • Vasectomia;
  • Dificuldade na relação sexual e DST.
De um modo geral, as causas de infertilidade conjugal ligadas ao fator feminino são:
  • Síndrome dos ovários policísticos;
  • Insuficiência ovariana prematura (ou menopausa precoce);  
  • Doenças que afetam a tireoide;
  • Infecções pélvicas, infecções endometriais (Endometrites);
  • As Sinéquias Uterinas, malformações uterinas e miomas;
 
Outros fatores:
  • Frequência do coito
  • Uso de lubrificantes e duchas
  • Práticas esportivas extenuantes
  • Uso de fumo, álcool e maconha
  • Altas temperaturas
  • Aumento excessivo de peso
  • Medicações como ansiolíticos, antieméticos, anti-inflamatórios, Sulfalazina, Cetoconazol e anti-histamínicos.
Apesar de parecer complicada, a investigação do casal deve ser objetiva e direcionada às principais causas que levam a infertilidade. Além disso, vale ressaltar: a investigação é sempre do casal, nunca apenas da mulher ou do homem.

Na mulher, os testes básicos que fazemos incluem, a avaliação da ovulação (história menstrual e dosagens de hormônios), o estudo das tubas (histerossalpingografia) e avaliação do útero (USG TV). O diagnóstico de endometriose, quando há suspeita, envolve exames de sangue e de imagem (ultrassonografia com preparo intestinal).

Apenas quando necessário, podemos lançar mão de testes mais avançados como a ressonância magnética, a laparoscopia, a histeroscopia e a avaliação genética.

No homem, avaliamos a produção de espermatozoides através da análise do sêmen (espermograma). Quando indicado, solicitamos outros exames como dosagens hormonais, ultrassonografia da região pélvica, biópsia testicular e estudos genéticos do homem, dentre outros.

Tratamento de Infertilidade:
Após a investigação da causa da infertilidade, inicia-se, quando indicado, o tratamento adequado. Este pode ser feito através de cirurgias ou de procedimentos clínicos
Para fins didáticos, consideramos que as técnicas de reprodução humana incluem:
  • Relação sexual programada (coito programado);
  • Inseminação intrauterina;
  • FIV – Fertilização in vitro;
Em muitas situações, há mais de uma opção de tratamento. Nestes casos, dentre os fatores que determinam a escolha temos: idade da mulher, tempo de infertilidade, fatores associados e desejo do casal.

A escolha do melhor tratamento dependerá da causa e da duração da infertilidade, bem como da idade da mulher. Mas, o que a maioria das técnicas de tratamento tem em comum é o objetivo de dar uma ajuda à natureza, para que o casal tenha uma maior chance de fertilizar, formar um embrião e uma gestação saudável. 

“Todos conhecem a sensação de prazer que o trabalho bem realizado traz ao espírito humano, mas não posso imaginar outra atividade capaz de retribuir o empenho profissional com tanta generosidade como a medicina o faz”.
Dr. Orlando Barreto Neto

Dr. Orlando Barreto Neto

Orlando Barreto Neto é médico obstetra e ginecologista no Paraná (CRM-PR 32.481).
 
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